"Tudo o que eu queria agora era te implorar pra ficar."
"Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda."
Chico Xavier. 
"Tive todos os motivos do universo para odiá-lo. Mas por que não conseguia? Por que, meu Deus, eu não conseguia odiá-lo?"
"Me desculpe mon chéri, já faz tempo que carrego uma dor no peito muito maior do que eu possa suportar. Vou andando sem destino, são tantas luzes sem significado, anonimas, sem recado, olhares que passam em alta velocidade. Me esforço em passadas curtas, me intimido perante o destino oco de um beco qualquer. Sou apenas um corpo que caminha sem respiração. Por vezes despenco. Eu não deveria ter pego aquela encomenda. As mãos espalmadas sobre o asfalto quente acumulam as minhas derrotas. Eu vejo a dor, eu vejo a flor, tão pequena erguida entre as rachaduras do cimento, regada em vão por minhas lágrimas secas. Chuto a garrafa que rodopia, versos sem rima, gritos sem direção, apenas notas da solidão, no ar… no ar… no ar… Amor, eu me sinto perdido, um corpo celeste em um buraco negro qualquer no fim do universo. Mas eu sei, ainda há esperança. Eu tenho estrelas nos olhos, meu mundo é super galático, interplanetário. Eis a questão. Finjo ter pés, mas eu flutuo, só não tenho coração."
Elisa Bartlett.
Fazendo as pazes.

Lá pelas tantas da madrugada, pegamos uma briga. Sequer lembro do motivo, sei bem que ficou feio e logo eu estava dizendo coisas rudes e grosseiras, deixando-o extremamente irritado. Para encerrar a discussão (da pior forma possível), me joguei na cama, desejando “boa noite, até amanhã” e ele sequer me respondeu. Ele também não deitou na nossa cama. Ficou parado, de braços cruzados, encarando a janela fechada. Vendo que eu estava disposta mesmo a dormir, resolveu tentar me irritar perambulando de um lado ao outro no quarto. 
- O que foi? - Perguntei.
- Nada. Por que? Você não ia dormir? - Ele respondeu num tom que indicava que queria me engolir e mastigar de tanta irritação.
- Eu vou. 
- Eu não.
- Por que não?
- Bem. Porque não estou afim!!!
- Ok… Boa noite.
O silêncio invadiu o quarto novamente e eu fiquei me perguntando se ele iria passar a noite inteira caminhando de um lado a outro. Até que percebi que seria impossível pegar no sono sem senti-lo ao meu lado naquela cama. 
- Venha deitar. - Eu pedi.
- Eu não quero.
- Por que não? - Perguntei já me levantando da cama e indo até ele, que me olhou com desdém.
- Perdi o sono. 
Apesar do seu jeito arredio, segurei em seu braço e voltei a pedir que deitasse. Ele recusou novamente. E continuou recusando. O empurrei na cama, fazendo-o se desequilibrar por alguns instantes até sentar. Sentei ao seu lado.
- O que você quer? - Ele perguntou.
- Quero que durma. Aqui. Comigo.
- Não estou afim de dormir.
- Por que não?
- Você ainda pergunta? Você sabe bem porque. Você pegou pesado, me irrita e acha que simplesmente vamos dormir e tudo vai ficar bem? Não é assim… - Eu não deixei ele terminar. Já estava cansada daquela discussão e queria me desculpar pelas coisas horríveis que tinha dito. O beijei, deitando-me por cima do seu peitoral nu. Ele não recusou, retribuiu o beijo, ainda sem colocar as mãos em mim. Beijava irritado e apaixonado. Meu coração batia acelerado. Se não fosse o barulho do ventilador, poderia ser facilmente ouvido. Não faço a menor ideia de quanto tempo ficamos nos beijando, mas sei que foi o bastante para fazermos as pazes da melhor forma possível. Ele apertou a minha cintura e intensificou o beijo, sua língua roçando na minha, sua boca quente e macia explorando a minha. Senti suas mãos descerem e apertarem a minha bunda. Em seguida, ele me deu uns tapas, que me fizeram gemer baixinho, atiçando-o ainda mais. Briga? Que briga? Ninguém lembrava mais. Eu roçava meu corpo no dele e chupava sua língua, ele me apertava e enchia minha bunda de tapas, o que me enlouquecia ainda mais. 
- Tira essa calcinha e senta! Agora!!!
Claro que obedeci… Em pouquíssimos segundos, ele tirou a roupa de baixo. Um pouco tímida (vai saber porque), eu tirei a minha roupa e joguei para o lado. E ouvi sua voz gostosa e maliciosa dizer:
- Agora, venha! Sente…
Lentamente, fui me encaixando nele, sentindo-o me preencher por inteiro, não segurei o gemido. Tampouco, ele. 
- Rebole, gostosa, rebole… - E, claro, eu o obedeci novamente.
E foi assim que, da melhor maneira, fizemos as pazes…

"Sabe, eu nunca imaginei que duas pessoas pudessem se gostar tanto. Nunca imaginei que duas pessoas tão opostas, com até mesmo gostos musicais tão diferentes, pudessem combinar tão bem. Na minha mente, apenas os semelhantes poderiam ficar junto. Na minha cabeça, romance só existia nos livros e nos filmes que eu estava acostumada a ver. Adoro um romance! Mas confesso que nunca acreditei tanto assim, que aquela história poderia ser, de fato, real. O Nicholas Sparks tem razão… E olha que sempre o achei um romântico incorrigível, exagerado. Talvez, agora, eu entenda os livros dele. Quando conheci você, não imaginava que fosse viver um sonho, tudo sempre pareceu tão fantasioso, tão fictício. E você veio com tudo, totalmente disposto a me mostrar que o amor não existe apenas nos livros e filmes. Que o amor, o romance sem limites existe de verdade, quando duas pessoas foram tão destinadas a dar certo um com o outro. Já li tantas histórias de romance… E adivinha só qual a minha favorita? É a nossa!"
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